De costas para tudo
tocando na parede de madeira
suas mãos perversamente afundam
teclas que insistem em voltar
não sem um soar melodioso
um grito que busca os presentes
no bar, bebendo outra noite
fundindo todos ao ambiente
o pianista não tem rosto
apenas um paletó azul marinho
pés calculados que apertam o pedal
mãos que na pausa bebem
água em uma taça de vinho