dos motoristas de ônibus, gosto dos loucos
que não são prudentes e aceleram
ao verem o farol ficar amarelo
porque o tempo é pouco
e o trânsito é demasiadamente severo
para se preferir um trajeto austero
costumo intuir a natureza do condutor
no instante em que piso em sua máquina
porém, este me enganou com primor
sorriu docílimo, só faltou estar de gravata
agora maneja o câmbio com braveza,
o temerário capitão da fragata,
como que insultado
por ser forçado a andar em segunda
Por isso, escrevo
com a letra torta e corrompida
Pois faço curvas que me dariam
a pole em qualquer corrida
Mas, se esse poema te arrancou uma risada
já valeu a pena molhada
13 agosto, 2010 às 10:48
Pedrinho pedrinho..
Quando você não erra você de fato acerta!!
Parabéns!
Beijos